Resenha: O Retrato de Dorian Gray (spoiler)
Quer um livro bom? Leia O Retrato de Dorian Gray, porque esse livro é basicamente: homem bonito + ego inflado + péssimas decisões.
Dorian Gray começa sendo aquele jovem lindo, "inocente", riquinho e facilmente influenciável.
Aí aparece Lord Henry, que é o amigo errado que todo mundo sabe que não presta, mas mesmo assim escuta.
O cara começa a enfiar na cabeça do Dorian umas ideias perigosíssimas sobre juventude, prazer e viver sem consequências.
Dorian, que já não era bobo, olha pra um retrato que mandou pintar e tem um surto existencial.
Ele basicamente pensa: “Por que EU envelheço e o quadro não?”
E pronto. Fez um acordo que ninguém deveria fazer.
O retrato passa a envelhecer e se deformar no lugar dele, enquanto Dorian continua lindo, jovem e intacto.
Só que aí começa o festival de atitudes questionáveis.
Dorian vive do jeito mais egoísta possível, machuca pessoas, destrói vidas e simplesmente… segue pleno.
Enquanto isso, o retrato vai ficando cada vez mais grotesco, carregando tudo o que ele faz de errado.
É literalmente a consciência dele apodrecendo em forma de arte.
O livro vai ficando cada vez mais pesado, porque você percebe que Dorian sabe que está errado ele só não se importa.
A beleza vira uma maldição, não um privilégio (parece o mundo real cof cof).
Oscar Wilde escreve de um jeito elegante, irônico e cruel, como se estivesse te julgando enquanto conta a história.
Não é um livro de terror, mas dá um desconforto psicológico enorme.
Ele fala sobre vaidade, moral, influência e o preço de fugir das consequências.
No fim, você entende que ninguém sai ileso de si mesmo.
O Retrato de Dorian Gray é aquela história chique que começa glamourosa e termina trágica.
Você fecha o livro pensando: era óbvio que isso ia dar errado, mas mesmo assim eu quis ver até onde ia.
Icônico, perturbador e absurdamente atual.

Esse era um que eu tô querendo comprar, agora ainda mais.